29 de Abril de 2011 ♥

domingo, 18 de abril de 2010

Afonso Amorim


Eu não sabia, que isto iria acontecer. Tinha apenas medo... medo de te ver e de não aguentar, medo do que poderia voltar a sentir! Quanto mais me afastava de ti, mais me aproximava. Sem querer já estava ao teu lado a falar contigo e, com o coração nas mãos, falando inconscientemente, sem uma reacção certa. Estava fixada no teu olhar e na tua expressão, tentando entender o que me puxava para ti. "Catarina, tu ainda gostas dele..Todos repararam na maneira como olhas para ele." Sempre pensei que fossem meras ideias das cabeças deles. Mas não! Disseram-me que ainda gostavas de mim, e aí, comecei a chorar inevitavelmente, como se tudo à minha volta tivesse caído, e eu era a única pessoa sobrevivente. Respondias-me com olhares que me deixavam totalmente sem palavras. As pessoas à nossa volta, faziam de tudo, para que ficássemos a sós. E parece que conseguiram. Ficámos finalmente a sós, sentados num pequeno muro, bem encostados um ao outro. Estavamos a falar sobre coisas sem sentido, não era? "Então a vida?" Só depois surgiu a conversa séria. Conversámos sobre sentimentos, sobre os teus e sobre os meus. Ambos se correspondiam. Vontade não me faltou de chorar...mas respirei fundo e pensei "Não posso estragar o momento!" Amei a forma como me deste o teu morcego. A tua voz tão doce e querida :) Apesar de ser um pouco triste, adorei o momento em que me tocaste no braço e me sussurras-te "Eu só tenho medo da distância". Foste tão sincero e querido. Depois disto, lá fomos nós para aquela grande seca (ou não). Passámos 1 hora a falar sobre sabe-se lá o quê! Escrevi na minha mão o teu nome, e na tua perna aquela abreviação tão pequena e bonita "Ly". Respondeste, acrescentando um "LyT". Sorri e continuei a fingir que estava a prestar atenção. Trocámos elásticos. Ficaste com o meu, e eu com o teu :) O meu chefe estava a ralhar contigo, por estares sempre a sussurrar-me coisas ao ouvido. Segurei na tua mão...estava tão quente! Passámos aquele tempo a rir e, a falar da tua carteira fofinha que tinha a menstruação. :b Ficaste a pensar que sou preversa, mas não sou mesmo! Caminhámos para as tendas e infelizmente não fomos juntos. Eram duas da manhã quando chegámos e estivemos juntos ainda! Precisamente quando mandaste mensagem, eu tinha acabado de decidir que ia dormir. Fiquei mesmo chateada comigo mesma, quando acordei de manhã. Fizemos actividades, e vi-te apenas a passares por mim e a sorrires. O momento que eu mais temia, tinha chegado finalmente. Comecei a chorar sem conseguir parar, sem me conseguir acalmar...e de novo com dores na barriga. Foste ter comigo, tocaste novamente no meu ombro e disseste "Vemo-nos no S.Jorge". Peço desculpa por não ter tido coragem ou força para levantar a cabeça e despedir-me decentemente de ti. Sempre fui assim. Fraca demais. Foi naquele momento que me apeteceu desaparecer e levar-te comigo. Estava a acontecer tudo de novo, tal como há um ano atrás. Estava a perder-te novamente, a deixar que fosses embora sem te mostrar verdadeiramente o que sempre senti.

Não sei como foi possível isto acontecer, passado já tanto tempo. Não sei como ainda sinto algo tão forte por ti. Ainda permanecem na minha mente todos os dias que passei contigo, desde o dia em que te conheci até hoje. Lembro-me perfeitamente bem, quando te sentaste mesmo ao meu lado, em Santarém e disseste "É estranho" e eu limitei-me a sorrir e agir como uma anormal, apaixonada e sem saber o que dizer. Antes de te conhecer eu era ainda uma criança. Nao tinha qualquer noção do que era amar verdadeiramente alguém, não sabia o que eram as dores de estômago de que todos falavam, não sabia o que era chorar por alguém, não sabia sentir aquilo que a que todos chamam de amor. Achava tudo uma invenção de todos, e na minha mente, nada disto fazia sentido. Apareceste tu, incrivel como rapidamente mudaste todas as minhas opiniões sobre isto e aquilo. Amei-te inocentemente sem conhecer os perigos. Tentaste prevenir-me, mas eu não queria saber de nada, só queria sentir bem o que sentia! Ao fim de 2 meses, esqueceste-me. Não me conformava com o que me tinhas dito, estava mais uma vez sem reacção e esperei. Queria-te ver pelo menos uma última vez e perceber se aquilo que tinhas dito, estava mesmo a acontecer. O momento não chegava e eu comecei a viver na convicção de que já não fazias parte do meu presente. Magoei-me não só a mim, mas também a outras pessoas. No fundo sabia que estarias para sempre comigo, mas nunca imaginei que fosse de uma maneira tão profunda. Hoje, depois de ter passado contigo dois dias incríveis, apercebo-me de que aquilo que sinto por ti é mais forte do que alguma vez imaginei. Não sabes o alívio que tive quando te vi a sorrir bem perto de mim. Não tens noção do quão rápido o meu coração bateu quando falaste comigo.
Estava tão à vontade contigo... não tinha vergonha de te dizer nada, não tinha receio que interpretásses mal alguma coisa que eu dissesse. Era como tivesse estado contigo durante este tempo todo. És sempre tão querido? És sempre tão amigo e amável? Tens sempre uma preocupação tão grande com as pessoas? Tudo em ti faz com que eu cada vez goste mais de ti :X
Não tenho muito mais a dizer, não encontro mais adjectivos que caracterizem tudo isto. Queria ficar contigo para sempre, mas ambos sabemos que isso é algo que nunca irá acontecer. Sempre foi e sempre será a distância que nos vai separar. Amo-te muito mesmo, Afonso Ferreira Pessoa de Amorim :c como nunca amei ninguém na minha inútil vida.

1 + 1?:

Maria Viana disse...

grande texto catarina :')
sei bem o que estas a sentir. vai tudo resolver, vais ver (: