29 de Abril de 2011 ♥

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sente comigo


Ofereceram-me um conjunto de palavras e eu decidi retirar-lhes o seu significado. Quero viver tudo o que elas dizem já ter vivido. Vou saltar de letra em letra e debruçar-me sobre cada curva ou “esquina”.
Quero fazer todo este percurso, rumo ao infinito porque quero encontrar-te pelo caminho.
Hoje, quando dei os meus primeiros passos, senti uma mistura de emoções, e apenas estava na primeira letra! Fiquei uns tempos admirando cada brilho, de cada emoção e, tentando descodificar os seus sentidos, mas não consegui.
O mesmo se repetiu, por cada letra, até que me fartei do mesmo e comecei a saltar de palavra em palavra, ignorando todas as letras e fixando-me apenas na imagem da palavra.
Passou tudo demasiado rápido e cheguei à meta sem te ter visto uma única vez. Fiquei tão desiludida, tão triste, tão fútil.
Sentei-me numa pedra, apreciando cada pedrinha meio enterrada, que estava no chão. Assim fiquei durante uns minutos e depois tomei a própria iniciativa de desistir. De tudo? Não, só de ti. Cheguei à conclusão que tu és o impossível com que sonho todas as noites. E que o impossível não se alcança, apenas se imagina. Por isso, desisto.
Espero que um dia te dignes a um pouco de esforço e que um dia consigas sentir, todos os conjuntos de palavras, todas as letras, todas as misturas de emoções e que chegues a todas as conclusões que eu cheguei.
Amar-te sempre foi um desafio, um derradeiro obstáculo, algo que me sufoca, algo que não consigo determinar.
Até nunca.

Amo-te, Afonso.