29 de Abril de 2011 ♥

sábado, 8 de janeiro de 2011

You.


Se eu um dia decidisse descrever-te, essa seria a minha maior inconsciência. Se o fizesse, não teria a perfeita noção de que a tua personalidade é mais vasta em qualidades do que qualquer livro de 800 páginas. Que palavras não bastavam para caracterizar os teus olhos e que nem uma extensa lista de rico vocabulário chegaria para descrever o teu sorriso. Às vezes somos todos assim: tentamos descrever o indescritível, tentamos mostrar aos outros aquilo que apenas nos é visível a nós. Mas eu não. Eu já desisti de tentar mostrar ao mundo, a tua grandiosidade. Cativei a própria Língua Portuguesa, mas nem mesmo ela me ofereceu uma definição certa do que apenas eu sentia. Se ao menos alguém conseguísse saber o inexplicável sentimento que nutro por ti. Se ao menos eu conseguísse mostrar aos outros que aquilo que eu sinto é verdadeiro e que é mais profundo do que aquilo que imaginam! Quantos humanos me deixariam de julgar a olho nu, escutando e observando apenas a minha palavra. De que é que isso vale? Se eles ao meno escutassem o meu coração, e a força do seu bater, apenas com um único objectivo de funcionalidade. Se todos fossem engenheiros e entendêssem o complexo mecanismo não só do meu coração, mas também do meu organismo, tudo seria mais fácil. Ou não. 
Quem me manda a mim lamentar, por coisas sem sentido? De que me vale preocupar com a opinião dos outros, quando aquilo que sinto, é aquilo que realmente me transparece realidade? Deixai-te de coisas, Catarina. Não quero que ninguém saiba o que sinto, nem que ninguém perceba a minha razão de viver. Assim, todo o meu mundo e o meu quase jogo, deixariam de ter graça. Guardar o que sentimos, é aquilo que nos mantém vivos. É como se fosse o meu segredo de sobrevivência, aquele que me assegura dos bens e me previne dos males. Se o deixar visível aos outros, todos irão descobrir o que me mantém viva e aí, todos matar-me-ão, tendo como finalizado o seu objectivo, destruir o meu apoio, a razão do meu viver. 
Foi isso que aconteceu, não foi?
E pela última vez, no silêncio do nosso olhar, eu disse-te adeus e tu, como se já conhecesses este capítulo, sussurraste-me ao ouvido aquilo que eu até hoje julgo ouvir no profundo silêncio do meu desespero.
Eu amo-te mais que à vida.

Catarina Semedo.

7 + 1?:

juca ♥ disse...

esta lindo :o

juca ♥ disse...

de nada catarina (:

carolina disse...

adorei !

carolina disse...

:) *

disse...

gostei tanto *

disse...

está tão... sentido.

Francisca disse...

Tive que vir ler todos estes textos outra vez. Foi mais forte que eu , Catt. :) Agora os teus textos são para outra pessoa, eu sei, mas quando leio estes, sinto-me.. Nao sei explicar :) Admiro imenso a maneira como consegues transmitir todo esse amor,apenas com as tuas palavras.
Continua a escrever, que eu continuo a ler.
Beijinhos.