29 de Abril de 2011 ♥

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Pai.

A mais dolorosa das dores, é aquela que provém dos laços que nos unem. 
Nem imaginas o sofrimento que me cresce no peito, cada vez que olho para ti e vejo os teus olhos castanhos claros esverdeados a escurecerem e a brilharem como se quisessem exprimir alguma coisa que não conseguem. A dor que me escorre pela face, cada vez que recordo o pai que antes tinha, aquele que me levantava ao colo mesmo depois de um dia de trabalho e mesmo sabendo que não teria muita força para me segurar. A dor que sentes também é a minha dor, o desespero que sentes está também ele cravado na minha pele e esse teu desejo de desistir também está presente no meu pensamento, todos os dias. Eu tento, eu tento transmitir a minha força, cada vez que me embalas nos teus braços! Eu rezo, rezo sem saber bem como, para que a tua voz continue em uníssono com a minha! Tornou-se rotina, desejar chegar a casa e contar os segundos para que a tua recepção tão calorosa ecoe nas paredes do resto do prédio, mesmo antes de eu abrir a porta! Esse vírus que ingeres todos os dias e que te corrói corpo e alma a cada segundo da tua vida, é aquilo que me revolta! Esse teu altruísmo que acaba por ser também o meu é o que alimenta aquilo que te sufoca. Esta nossa incontrolável forma de sermos meigos até com os que nos magoam, é o que nos obscurece a verdade. Não existe contraste entre nós! O brilho de ambas as nossas faces é o mesmo, assim como toda a sua cor. Os nossos laços são mesmo assim: incompreensíveis, delicados e sem qualquer modo de destruição. Quero que melhores, que venhas para casa e me faças sentir que estás comigo, perto de mim para me ensinares mais um pouco da cultura imensa que permanece em ti. Eu amo-te Pai, e só quero que fique tudo bem.

1 + 1?:

Carla disse...

Espero que fique tudo bem,muita força. :)