29 de Abril de 2011 ♥

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mais uma vez.


Tu estavas ali, mais uma vez, como sempre estiveste. Existia um vácuo entre nós, nada nos unia, nem nada nos separava. Parecia estar tudo bem, o passado era passado e nós, éramos apenas nós, no nosso último encontro regional. A minha mente combatia a cada segundo o meu coração e o meu olhar fixava o chão enquanto o meu pensamento estava ocupado por inúmeras dúvidas, questões e memórias. Era tão óbvio o que estava a acontecer que eu não tive força para pôr fim à minha própria fraqueza. Não consegui encaixar no quadro perfeito, em que todos estavam bem, juntos e a rir-se de tudo e mais alguma coisa. Eu, estava de lado, a desejar incansavelmente ter um sorriso no rosto e enfrentar o que mais me custava. Eu não conseguia ter a força que me pediam para ter, não conseguia parar de chorar e de muito menos deixar de pensar em ti. Estava irritada comigo mesma, completamente fula! Por ser tão fraca, tão frágil! Por não conseguir esquecer uma única pessoa, quando no mundo existem mais de 10 mil milhões delas! A dor é gigante e o desespero indescritível! Passaram 2 anos! 2 anos, em que eu não soube o que era um sorriso verdadeiro, ou um simples «amo-te» proveniente do interior. Não consigo suportar algo que é mais forte que eu e que me derruba constantemente. Será todo este sofrimento apenas meu?! Como é possível não sentires isto? :'( Será que foi tudo assim, tão insignificante ou fútil? Eu vivo na ilusão! No impossível sonho de que tudo irá voltar um dia e nem sei porquê! Seguiste em frente e és feliz e cada vez mais te admiro! Custa-me querer seguir também eu em frente, e sentir que uma parte de mim ficou contigo. Custa-me saber que procuro noutras pessoas características tuas, e que isso acaba sempre por me magoar, porque no fim, a conclusão é sempre a mesma: ninguém é como tu, nenhum momento será como os nossos, e nenhuma relação será tão especial como a nossa. Sim, eu sei. Acabou para sempre, mas todos sabemos que o coração por vezes rejeita tudo aquilo que a nossa mente implica, é espontâneo e eu nem sei se o tempo poderá curar isso. Talvez uma parte de ambos fique dentro de cada um para sempre, mesmo que já não voltemos a dar por ela, saberemos que ela estará sempre lá. Nem quero acreditar que tudo isto é real, que já passaram 2 anos! Nem quero acreditar pelo que já passámos! Custa imenso, olhar para o passado e senti-lo ainda tão presente. É quase inacreditável sentir a mesma dor, a mesma saudade, o mesmo aperto no peito cada vez que te vejo. Tenho plena consciência de que tudo foi um extenso momento, e que nunca irá passar disso mas apesar disso, existem ainda pedaços de felicidade que se reflectem em mim. A tua felicidade. Amo-te   19-04-2009